Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico no mundo e enfrenta o desafio da conscientização e do descarte correto. Empresas como a Ambientech ajudam a dar destino adequado a esses resíduos, contribuindo para um futuro mais sustentável.
Por: Ana Júlia Cardoso
Você já parou para pensar na importância do descarte de lixo eletrônico? Esse tipo de resíduo, quando descartado de forma incorreta, traz sérios riscos ao meio ambiente, do ventilador quebrado ou do notebook que não liga mais? O lixo eletrônico, quando descartado de forma incorreta, traz sérios riscos ao meio ambiente e à saúde. Por outro lado, esse tipo de resíduo, se destinado corretamente, pode se transformar em renda, emprego e, principalmente, em cuidado com o planeta.
Para entender como funciona esse processo, conversamos com Sidney Pereira Borges, diretor da Ambientech, empresa especializada na coleta e destinação de resíduos eletrônicos. Atuando desde 2017 em Ponta Grossa e região, a Ambientech surgiu da antiga Reciclatec, de Carambeí, e desde então vem desempenhando um papel fundamental na preservação ambiental.
Descarte Correto é Lei no Brasil
Desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/10, estabelece regras claras e indispensáveis para o descarte adequado de resíduos. A lei foi criada para enfrentar os problemas ambientais, sociais e econômicos causados pelo manejo incorreto dos resíduos, além de incentivar a redução na geração de lixo e a adoção de hábitos de consumo mais sustentáveis.
Ela determina que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e o poder público compartilhem a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. Isso inclui, de forma direta, a logística reversa, ou seja, o retorno dos produtos e embalagens pós-consumo para que sejam reaproveitados, reciclados ou destinados de forma ambientalmente correta.
A legislação também prevê a eliminação gradual dos lixões, a criação de planos de gerenciamento de resíduos em todas as esferas nacional, estadual e municipal e inclui formalmente os catadores de materiais recicláveis como parte essencial do processo de coleta seletiva e logística reversa no país.
Apesar desse avanço no marco legal, Sidney alerta que ainda há muito desconhecimento sobre como e onde descartar corretamente. “Ainda falta incentivo, principalmente nas escolas, para que as crianças cresçam sabendo o que fazer com esse tipo de lixo”, reforça o diretor da Ambientech.
O Que Acontece com o Lixo Eletrônico?
O trabalho começa quando os materiais chegam aos pontos de coleta ou durante as campanhas promovidas pela empresa. A partir daí, tudo é cuidadosamente separado.
Se o equipamento está funcionando ou apresenta apenas pequenos defeitos, ele é reaproveitado. Passa por manutenção, formatação ou pequenos ajustes e retorna ao mercado para reuso. “Muitos computadores chegam em ótimas condições, muitas vezes é apenas questão de formatação. Modelos com processadores como i3 e i5, por exemplo, que são descartados por grandes empresas, ainda possuem muita utilidade e podem ser facilmente reutilizados”, explica Sidney.

Se não funciona, o equipamento é desmontado e os componentes como placas eletrônicas, plásticos, cabos e metais seguem para reciclagem especializada.
Além disso, os resíduos tóxicos, presentes em baterias, placas e outros componentes, são destinados corretamente, evitando danos ao meio ambiente e à saúde pública.
Brasil Entre os Maiores Produtores de Lixo Eletrônico
O Brasil é o quinto país que mais produz lixo eletrônico no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar do alto volume, apenas 3% de todo esse resíduo recebe a destinação correta, ou seja, é descartado de forma adequada para que possa ser reaproveitado ou reciclado.
Esse dado evidencia um cenário preocupante, onde a falta de informação e de conscientização sobre o impacto ambiental do lixo eletrônico ainda é um grande desafio. Para o diretor da Ambientech, Sidney Pereira Borges, a mudança começa pela educação e pelo acesso a pontos de coleta. “É fundamental que as pessoas entendam que o lixo eletrônico não pode ter o mesmo destino do lixo comum. O descarte incorreto gera riscos ambientais e à saúde pública”, alerta.
Oportunidade Que Gera Sustentabilidade e Renda
O mercado do lixo eletrônico é, além de ambientalmente necessário, economicamente viável. Além de reduzir o impacto ambiental, gera emprego, renda e permite que materiais nobres, como ouro, prata e cobre, retornem à indústria.
“É um mercado que só tende a crescer, principalmente se as pessoas entenderem que o que parece lixo pode, na verdade, ser recurso”, completa o diretor da Ambientech.

Pontos de Coleta:
- Tozzeto – Jardim Carvalho – Ponta Grossa
- Sede Ambientech – Rua dos Topázios, nº 89 – Carambeí – PR – CEP 84145-000
Contato:
Telefone: (42) 99865-9000
E-mail: ambientech@ambientech.com.br
Ambientech – Não Jogue Essa Ideia no Lixo
Através de campanhas em empresas, faculdades e escolas, a Ambientech segue na missão de conscientizar a população: para garantir um futuro melhor, é preciso cuidar do presente.
